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Operação Radix prende quatro novos suspeitos pela morte do dentista Clei Bagattini em Rondônia

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Foto: Reprodução

Mais de dois anos após o assassinato do cirurgião-dentista Clei Bagattini, a Polícia Civil de Rondônia prendeu quatro novos investigados nesta terça-feira, 1º de setembro, durante a Operação Radix. As prisões ocorreram simultaneamente em Vilhena e Cacoal.

A operação foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Vilhena.

Dois investigados foram localizados em Vilhena e outros dois em Cacoal. Equipes do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia participaram das diligências e do trabalho de localização dos alvos.

Os nomes dos quatro presos não foram divulgados pela Polícia Civil.

Polícia investiga estrutura por trás do assassinato

Segundo a Polícia Civil, a nova fase da investigação busca avançar sobre a estrutura que teria participado da preparação e execução do homicídio.

O nome Radix vem do latim e significa “raiz”. A denominação foi escolhida para representar a estratégia de investigar não apenas quem executou diretamente o crime, mas toda a estrutura que teria permitido sua realização.

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A Polícia Civil informou que as medidas cumpridas nesta terça alcançaram o chamado braço operacional do grupo, com a individualização das funções que, segundo a investigação, teriam sido desempenhadas pelos suspeitos na preparação e execução do crime.

Os quatro presos são investigados por participação em homicídio qualificado, integração de organização criminosa armada e embaraço à investigação.

Conforme a Polícia Civil, considerando as penas máximas previstas para os crimes atribuídos aos investigados, eventual responsabilização pode alcançar 42 anos de reclusão.

Clei Bagattini foi morto dentro do consultório

Clei Bagattini foi assassinado a tiros dentro do próprio consultório, em Vilhena, em julho de 2024.

Segundo as investigações, o homem apontado como autor dos disparos teria se passado por paciente para conseguir se aproximar do dentista antes do crime.

O caso já resultou na condenação de Raqueline Leme Machado e Maikon Sega Araújo, em abril de 2026.

Outro investigado, Maicon Raimundo, apontado como responsável pelos disparos, não chegou a ser julgado. Ele morreu durante confronto com policiais.

Investigação continua

Além das quatro prisões preventivas, os policiais apreenderam materiais durante o cumprimento dos dois mandados de busca. Os itens serão submetidos à perícia e incorporados à investigação.

Os quatro investigados foram encaminhados à unidade policial e permanecem à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil informou que a Operação Radix não encerra a investigação. A corporação continuará apurando toda a cadeia de participação no assassinato e decidiu preservar, neste momento, informações que possam comprometer as diligências ainda em andamento.

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