Laércio Antônio da Silva, de 60 anos, suspeito de matar a tiros o próprio irmão, Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, apresentou-se à Polícia Civil de Mato Grosso na terça-feira (3 de novembro) e foi liberado após prestar depoimento.
O crime aconteceu no domingo (1º), em um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro, zona rural de Paranaíta (MT).
Segundo relatos de testemunhas à polícia, Laércio é alinhado politicamente à esquerda, enquanto Gilmar se identificava com a direita. Os irmãos estariam afastados havia algum tempo devido a divergências políticas.
A Polícia Civil investiga se essas desavenças tiveram relação com o assassinato. Até o momento, porém, não há confirmação de que a motivação do crime tenha sido política.
Suspeito foi ouvido e deixou a delegacia em liberdade
De acordo com informações da Polícia Civil, Laércio compareceu espontaneamente à delegacia de Paranaíta, acompanhado de um advogado.
Após ser interrogado, ele foi liberado porque não estava mais em situação de flagrante e não havia mandado de prisão expedido contra ele.
A liberação não significa o encerramento da investigação nem o reconhecimento de inocência ou culpa.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do homicídio e a possível motivação.
Irmão foi morto com três tiros dentro de bar
Conforme o boletim de ocorrência, Laércio já estava no estabelecimento quando Gilmar chegou e se sentou em outra mesa.
O proprietário do bar relatou que o suspeito havia consumido aproximadamente três latas de cerveja antes da chegada do irmão.
Em determinado momento, Laércio teria começado a insultar Gilmar, que permaneceu em silêncio e se levantou para deixar o local.
Segundo o relato registrado pela polícia, foi nesse instante que o suspeito sacou um revólver que carregava na cintura e efetuou três disparos.
Gilmar foi atingido por dois tiros no tórax e um na mão esquerda. Ele morreu ainda no estabelecimento.
Testemunhas relatam divergências entre esquerda e direita
Uma das informações apuradas pelos investigadores envolve o histórico de desentendimentos políticos entre os irmãos.
Segundo o proprietário do bar, Laércio tinha posicionamentos alinhados à esquerda, enquanto Gilmar defendia ideias associadas à direita.
Testemunhas afirmaram que os dois já não mantinham contato regular em razão dessas divergências.
A possível relação entre as posições políticas e o homicídio é investigada, mas os relatos ainda não permitem estabelecer, de forma conclusiva, o motivo dos disparos.
Caminhonete foi encontrada abandonada após o crime
Depois dos tiros, Laércio teria fugido em uma caminhonete Fiat Titano preta.
O veículo foi localizado posteriormente pela Polícia Militar no bairro Renascer, em Alta Floresta, também em Mato Grosso.
Na ocasião, o suspeito não foi encontrado durante as buscas.
Dois dias depois, ele compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e prestou depoimento.
Polícia Civil mantém investigação
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do assassinato, a dinâmica dos disparos e se as divergências políticas relatadas por testemunhas contribuíram para o crime.
Até a última atualização divulgada, Laércio havia sido ouvido e liberado por ausência de flagrante e de ordem judicial de prisão.
Ele permanece na condição de investigado, sem condenação pelo homicídio.
Fontes: g1 Mato Grosso, Repórter MT e Jornal Rondônia, com base em informações da Polícia Civil e em relatos registrados no boletim de ocorrência.





