Uma discussão envolvendo futebol terminou com a morte do caminhoneiro Rosinei Ribeiro, de 42 anos, no domingo (6), em Candeias do Jamari, na Região Metropolitana de Porto Velho. Segundo informações policiais divulgadas pelo Rondoniaovivo, o autor dos disparos foi identificado como o policial militar da reserva Ademir Pereira da Silva, que foi preso em flagrante e posteriormente teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
O episódio ocorreu em um bar nas proximidades da Avenida Airton Senna, durante o período das comemorações relacionadas ao desfile da Independência no município. De acordo com as informações divulgadas sobre a ocorrência, a discussão começou após uma provocação feita pela vítima envolvendo a conhecida frase “Palmeiras não tem Mundial”. O militar da reserva é apontado como torcedor do clube paulista.
A troca de provocações teria evoluído para uma briga envolvendo pessoas que estavam no estabelecimento. Durante a confusão, conforme o relato policial reproduzido pela publicação, Ademir sacou uma arma e efetuou os disparos que atingiram Rosinei.
O caminhoneiro chegou a ser socorrido e levado para uma unidade de saúde da região, mas não resistiu. Após os disparos, houve tensão no estabelecimento, e moradores revoltados tentaram se aproximar do suspeito. Ele precisou ser retirado do local sob esquema de segurança.
Arma foi recolhida após os disparos
Um segundo homem, identificado como genro do policial militar da reserva, também foi conduzido à delegacia depois de recolher a arma utilizada na ocorrência, um revólver Rossi calibre .38.
Segundo as informações reunidas inicialmente pela polícia, não foram encontrados indícios de participação direta dele nos disparos. A apuração indicou, nessa etapa, que o homem teria apenas recolhido o revólver depois do ocorrido.
A ocorrência foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Flagrantes de Porto Velho. O delegado plantonista Silvio Stanley Talhari ratificou a prisão em flagrante de Ademir pelo crime de homicídio e determinou a formalização do Auto de Prisão em Flagrante. Também foram solicitados exames periciais ao Instituto Médico Legal (IML) e à Politec.
Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O policial militar da reserva permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o caso segue os procedimentos legais.



