A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6 de novembro de 2026), a Operação Quirinus, em Rolim de Moura. A ação tem como objetivo combater uma estrutura de tráfico de drogas que, segundo as investigações, atua sob o domínio territorial de uma facção criminosa no município e na região.
Conduzida pela DRACO2, a operação prevê o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações identificaram uma organização com divisão de funções entre fornecedores, intermediários e revendedores de entorpecentes.
A operação é um desdobramento de uma ação anterior da DRACO2 e busca aprofundar a apuração sobre o funcionamento da estrutura investigada.
Investigação aponta controle do comércio de drogas por facção
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa investigada exerceria controle sobre o comércio de entorpecentes em Rolim de Moura, impondo um monopólio sobre a venda de drogas.
Os investigadores identificaram duas frentes principais de atuação.
A primeira seria uma rede de entrega de drogas na modalidade conhecida como “disk-entrega”, com comercialização de maconha, cocaína e crack.
Conforme a apuração, os pedidos e as entregas eram coordenados em tempo real, com fornecedores definidos e pagamentos realizados por PIX.
A segunda frente envolveria uma rede de fornecimento e revenda de maconha, com distribuição aos consumidores e utilização de um ponto fixo de comercialização, conhecido como “boca”.
Polícia reuniu registros de vendas, imagens de drogas e arma de fogo
Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu registros de comercialização de entorpecentes, imagens de grandes quantidades de drogas e de uma arma de fogo.
Segundo a corporação, as negociações eram realizadas repetidamente ao longo de várias semanas.
A apuração também aponta que os envolvidos acompanhavam de perto a dinâmica da facção criminosa na região.
Os elementos reunidos serviram de base para o aprofundamento das investigações e para a operação realizada nesta sexta-feira.
Rinhas de galos e apostas ilegais também são investigadas
Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil identificou um núcleo relacionado à organização de rinhas de galos e à realização de apostas ilegais.
De acordo com a investigação, essas atividades também estariam sob o controle da facção criminosa.
Dez investigados desse núcleo receberam medidas cautelares, entre elas a proibição de participar de rinhas de galos e de manter contato entre si.
As medidas fazem parte das providências adotadas durante a investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Investigados podem responder por tráfico e associação para o tráfico
Segundo a Polícia Civil, os investigados ligados ao núcleo de entorpecentes poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A corporação informou que as penas máximas previstas para esses crimes, quando somadas, podem chegar a 25 anos de reclusão.
A responsabilização de cada investigado dependerá da análise individual das provas e dos procedimentos judiciais.
As investigações continuam, incluindo a análise do material apreendido durante a operação.
Operação contou com apoio de diversas instituições
A Operação Quirinus integra as ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
Conforme a publicação oficial, a ação contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), do Ministério Público de Rondônia, por meio do Gaeco, da DECCO, do DPI, da Idaron e da Secretaria do Meio Ambiente.
A Polícia Civil não informou, na publicação consultada, quantas prisões haviam sido efetivamente realizadas nem a quantidade de drogas apreendida durante a operação.
Fonte: Polícia Civil de Rondônia (@pcro_oficial), publicação oficial da Operação Quirinus em 6 de novembro de 2026.





