Hildon promete hospital de urgência e emergência para desafogar João Paulo II em Rondônia

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Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves apresentou como uma de suas propostas para a saúde a construção de um novo hospital de urgência e emergência, com a promessa de entregar a unidade em dois anos e meio. Segundo a campanha, o objetivo seria reduzir a pressão sobre o Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho.

A proposta foi divulgada nesta segunda-feira (21) pela assessoria do candidato. O material usa como referência a atuação de Hildon à frente da Prefeitura de Porto Velho durante a pandemia de Covid-19 e afirma que a rede sob responsabilidade municipal passou de 23 para 73 leitos hospitalares até janeiro de 2021.

De acordo com os dados apresentados pela campanha, o número de respiradores também teria aumentado de cinco para 23 durante o período. A publicação menciona ainda a realização de campanhas de vacinação e ações em formato drive-thru.

Os números sobre a ampliação de leitos e respiradores são apresentados pela assessoria de Hildon. O material consultado não detalha quais unidades compõem esses quantitativos nem apresenta, junto à divulgação, uma série documental que permita verificar individualmente cada leito contabilizado.

Proposta prevê nova unidade em dois anos e meio

Hildon afirma que pretende levar para o governo estadual uma estratégia de preparação antecipada da rede de urgência e emergência.

A principal medida anunciada é construir uma unidade hospitalar do zero para atender casos de urgência e emergência e reduzir a demanda atualmente direcionada ao João Paulo II. A promessa estabelece prazo de dois anos e meio para a conclusão.

Na divulgação da proposta, o candidato afirmou que pretende priorizar planejamento, estrutura e profissionais da área de saúde. A publicação, entretanto, não informa o número de leitos previsto para o novo hospital, localização, custo estimado, fonte de recursos, cronograma de execução ou modelo de contratação.

Esses pontos são relevantes para dimensionar a proposta e avaliar posteriormente sua execução caso Hildon seja eleito.

João Paulo II concentra demanda de urgência

A pressão sobre a estrutura de urgência e emergência de Rondônia é um problema reconhecido pelo próprio governo estadual.

Em maio deste ano, o Governo de Rondônia informou que acidentes de trânsito estão entre as principais causas de ocupação de leitos nos serviços estaduais de urgência e emergência e destacou o impacto dessa demanda sobre equipes, cirurgias e disponibilidade de vagas.

O Estado também mantém o Hospital de Retaguarda de Rondônia, estrutura adquirida em 2020 durante a pandemia e posteriormente incorporada à rede. Segundo o governo, a unidade absorve procedimentos que podem ser realizados fora do João Paulo II, permitindo que o pronto-socorro concentre casos que exigem maior suporte.

Rondônia possui ainda um Plano de Ação Estadual da Rede de Atenção às Urgências, aprovado em 2024, voltado à organização e qualificação do atendimento de urgência e emergência no SUS.

A proposta apresentada por Hildon entra, portanto, em uma área na qual já existem estruturas e planejamento estaduais. A campanha defende que um novo hospital específico ajudaria a ampliar a capacidade de atendimento.

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